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sábado, 14 de novembro de 2009

O que devemos aprender com o Estouro da Boiada sobre a Loira da UNIBAN



O QUE REALMENTE HOUVE NA UNIBAN?

Incrível e inacreditável, mas ninguém sabe direito o que realmente houve. Nem a vítima, nem os agressores. Nem os dirigentes daquela renomada instituição de ensino reunidos em grupo, que decidiram expulsar a aluna. Nem mesmo a imprensa, nem a sociedade. Muito menos indivíduos, que distantes e alheios a tudo isso que aconteceu, julgam e condenam uma parte ou outra, de acordo com seus valores internos e relatos externos (via imprensa em geral, Internet, comentários, boletins de ocorrência, sindicâncias, fofocas etc).

Como bem analisou Le Bon (2008, p. 49) em 1895, “ninguém sabe direito e de forma exata a história”. É verdade, não sabemos nada mesmo. Sócrates tinha razão quando disse que “só sei que nada sei”.

Mas, aproveitando o ensejo, gostaria de informar aos meus leitores, que pelo menos um autor hoje muito esquecido, soube analisar de forma bem convincente fenômenos psicossociais de massa, como foi o caso da UNIBAN: Gustave Le Bon (1841-1931), que escreveu o livro Psicologia das Multidões. A partir de Le Bon arrisco efetuar esta minha singela análise, que começa tentando definir o problema. Aprendi na Ciência da Administração, que antes de buscar uma solução, temos de definir o problema de forma mais completa e certeira possível. Então, peço ao leitor, que reflita sobre as sábias palavras dele, sobre os grandes movimentos das massas populares:

1. “Ação inconsciente das multidões substituindo a atividade consciente dos indivíduos”.
2. “Pouco aptas ao raciocínio, as multidões mostram-se, ao contrário, muito aptas à ação”.
3. “A personalidade consciente desaparece, os sentimentos e as idéias de todas as unidades orientam-se numa mesma direção”.
4. “Orientação dos sentimentos e dos pensamentos em um mesmo sentido”.
5. “Milhares de indivíduos separados podem em um dado momento, sob a influência de certas emoções violentas, um grande acontecimento nacional, por exemplo, adquirir as características de uma multidão psicológica”.
6. “Essa alma os faz sentir, pensar e agir de um modo completamente diferente daquele como sentiria, pensaria e agiria cada um deles isoladamente”.
7. “A multidão psicológica é um ser provisório, composto de elementos heterogêneos por um instante amalgamados”.
8. “Na alma coletiva, apagam-se as aptidões intelectuais dos homens e conseqüentemente sua individualidade”.
9. “Diversas causas determinam o surgimento das características especificas das multidões. A primeira é que o individuo na multidão adquire, exclusivamente por causa de número, um sentimento de poder invencível que ele permite ceder a instintos que, sozinho, teria forçosamente refreado”.
10. “Sendo a multidão anônima e conseqüentemente irresponsável, desaparece inteiramente o sentimento de responsabilidade que sempre detém os indivíduos”.
11. “E é assim que vemos júris dos veredictos que os jurados desaprovariam individualmente, assembléias parlamentares adotar leis e medidas que cada um dos membros que as compõem reprovaria em particular”.
12. “Os sentimentos, bons ou maus, manifestados pela multidão, apresentam a dupla característica de serem muito simples e muito exagerados. Sob este aspecto, como sob tantos outros, o individuo em multidão aproxima-se dos seres primitivos”.
13. “Sendo a multidão impressionável apenas por sentimentos excessivos, o orador que quiser seduzi-la deverá abusar das afirmações violentas. Exagerar, afirmar, repetir e nunca tentar demonstrar qualquer coisa por meio de um raciocínio são os procedimentos de argumentação familiares aos oradores das reuniões populares”.
14. “A história das revoluções populares é quase incompreensível se desconhecermos os instintos profundamente conservadores das multidões”.
15. “Em sua eterna luta contra a razão, o sentimento nunca foi vencido”.
16. “O que toca a imaginação das multidões” são “o poder e o contágio das sugestões, sobretudo das apresentadas sob a forma de imagens”.
17. “O tique de um cavalo em uma estrebaria é rapidamente imitado pelos outros cavalos da mesma estrebaria”.
18. “Semelhante aos animais, o homem é naturalmente imitativo”.

Refletindo sobre essas 18 frases de Le Bon, façamos novamente a pergunta: O que realmente houve na UNIBAN?

Aconteceu na UNIBAN, o Estouro da Boiada. O Estouro da Boiada provocou a Muvuca dentro da universidade que se ampliou para fora, gerando a maior repercussão nacional e pasmem: internacional!

Estouro da Boiada é um fenômeno de massa. Um peão sabe como conduzir de forma mais rápida uma boiada: basta fazer disparar um boi sobre outro, que o resto sai em disparada. É um fenômeno mais comum do que imagina a nossa vã filosofia, diria Shakespeare. Nasce do mais íntimo das virtudes e dos defeitos do ser humano na sociedade, diria Maquiavel.

Muito provavelmente a boiada estourou assim: inconscientemente algumas alunas mais puritanas, ficaram com bronca da “metida a gostosa”, e ficaram com inveja do sucesso dela em desfiles nas passarelas da UNIBAN; outras, mais conservadoras, detestaram a pose “pra frentex” da “metida a estrela”. E quanto aos alunos? Talvez sentiram o machucado pior que as alunas: frustração na carne mesmo, com muita excitação sexual e sem a devida satisfação. Isso tudo aconteceu, ao mesmo tempo, em nanossegundos. Some-se a esse fenômeno, todas as frustrações de vida de cada um naquele exato momento. Encontraram na vítima, uma pessoa a quem descontar e botar a culpa por todas essas frustrações e males da vida. Sim, frustrações. Todos nós temos frustrações, em maior ou menor grau. Ter frustração é humano. Faz parte da vida. Êta, vida difícil!

Sim, mais uma vez, foi um estouro da boiada dentre vários que presenciei (e como dirigente tive o prazer de evitar alguns) em minha vida, e outras que a imprensa noticiou outrora, está noticiando e ainda há de noticiar no futuro – quando todo mundo já terá esquecido o que aconteceu na UNIBAN. Isso aconteceu e acontece muito em estádios em jogos de futebol – onde torcedores em fúria se enfrentam e todos saem perdendo.

Aconteceu até em uma escola de crianças, cujo caso ficou conhecido como o Caso da Escola-Base. Este sim foi de conseqüências extremamente nefastas, para as inocentes vítimas. Conforme noticiou o jornal “O Estado de S. Paulo” em 14 de setembro de 2005, “em março de 1994, a imprensa publicou reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, alunas da Escola Base, localizada no Bairro da Aclimação, na capital. Jornais, revistas, emissoras de rádio e de TV basearam-se em fontes oficial — polícia e laudos médicos — e em depoimentos de pais de alunos. Tratava-se de um erro que, quando foi descoberto, a escola já havia sido depredada, os donos estavam falidos e eram ameaçados de morte em telefonemas anônimos”. E nunca mais se recuperaram. Isso só porque uma só criança inventou toda a história de pedofilia que estaria sendo cometida pelos professores. A partir daí, seus pais se revoltaram, deram parte às autoridades públicas, a imprensa tomou as “dores” e espalhou o “lamentável” ocorrido e a sociedade em geral caiu em inconsciente coletivo (Jung, 2007) – de Gustav Jung (1875-1961). Em outras palavras, inconscientemente indivíduos tendem a ser “Maria vai com as Outras”. Nosso grande mestre de ioga Hermógenes (1921) denomina de Normose (Hermógenes, 2008, p. 311), essa anomalia de comportamento. Para o neo-darwinista Richard Dawkins (1941), é Memetismo (Dawkins, 2001, p. 212-222).

Em histórias de estouro de boiada, sempre tem aquela coisa notória: todos querem achar um culpado e se vingar, e ninguém se sente culpado. Cada qual acha um culpado. Para a vítima, os culpados são os agressores. Para os agressores, a vítima. Os que não participaram da muvuca, cada qual, acha um culpado de acordo com seus valores internos e relatos externos que interpreta do jeito que vêem à sua mente (via imprensa em geral, Internet, comentários, boletins de ocorrência, sindicâncias, fofocas etc).

Ainda bem que foi apenas uma simples muvuca na UNIBAN. Mas poderia ter sido pior, com feridos e até mortes. Ou então, com trabalhadores honestos extremamente prejudicados para o resto da vida, como foram os donos da Escola-Base Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada, além do motorista Maurício Monteiro de Alvarenga.

Então, gente, vamos cair na real, para não mais prejudicarmos pessoas gratuitamente e sem saber por quê!

Vamos aprender com os nossos erros!


O QUE DEVEMOS APRENDER

Primeiramente, vamos cair na real e aprender com esse episódio, que:

1. Não devemos levar a vida tão a sério

Desenvolvamos em nós a alegria espontânea e inocente das crianças. Não sejamos tão adultos. Convençamo-nos que a aplicação da lei, bem como tomar decisões em prol da moral e da ética, devem ser os últimos recursos. Porque tudo isso é sério demais. A vida não é tão séria assim. Queremos torná-la séria, mas a vida é tortuosa, defeituosa e cheia de descaminhos de altos e baixos. Todos podem estar certos e todos podem estar errados, depende do contexto e de valores que cada um carrega dentro de si. Tanto é verdade, que a UNIBAN tomou decisão acertada – com base na lei.

Mas a lei, ora a lei (aqui parafraseando Getulio Vargas) mostrou-se frágil, perante as mentes e os corações humanos espalhados por aí, irmanados e conectados em rede, que exigiram um amplo e caloroso diálogo, do que uma simples aplicação da fria lei – que poderia prejudicar uma indefesa criatura para o resto de sua vida. Muito embora, ela no desenrolar de toda essa muvuca, com certeza poderá fazer muito sucesso por aí e ganhar muito din-din, já que é hoje, uma celebridade!

A verdade é que, uma coisa tão banal, um vestido curto, fez estourar a boiada que quase derrubou o prédio da universidade (risos)! Amanhã, se alguém se lembrar do ocorrido, morrerá de rir.

2. Está aumentando mais ainda a responsabilidade de professores e dirigentes de escolas

Não só dirigentes de escolas, mas principalmente professores (do ensino fundamental até universidades) cada vez mais estão em contato direto com uma massa cada vez maior de alunos, seja em salas de aulas, seja nas dependências escolares. Não só de alunos, mas outros indivíduos que se integram às complexas redes sociais dos alunos que se formam a torto e direito, via Internet. De tal sorte que, professores e dirigentes escolares estão cada vez mais sujeitos a presenciarem estouros de boiada – desta vez, via Internet! E até serem vítimas (como já aconteceu e está acontecendo por aí), a torto e direito. Todo cuidado é pouco!

Daí é importante que todos nós, dirigentes, professores e alunos, se conscientizem dessa nova realidade – que exige novos conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA). Dentre esses novos CHA (na realidade não são novos, mas renovados) a serem considerados, temos: Administração com a Psicologia das Multidões, Administração de Redes de Relacionamento e Administração com Bom-Senso, Discernimento e Tolerância. Até para um professor não entrar de gaiato e não ser vítima inadvertidamente.

Também é necessário resgatar os antigos contatos e diálogos humanos face a face, cada vez mais esquecidos e deixados de lado, pela crescente robotização de tudo no mundo e do ser humano (que se relaciona e realiza cada vez mais por celulares, sistemas informatizados e serviços Internet) imposta por empresas e por ele mesmo. Exemplo? Você está do lado do seu colega de trabalho e se comunica lateralmente com ele, via Messenger e e-mail. Engraçado, né?

3. Está cada vez mais difícil para alunos entenderem este mundo

Enquanto os mais maduros só viviam no Mundo Real, os mais jovens de hoje já nasceram vivenciando dois mundos: o Mundo Real e o Mundo Virtual. Mas ambos praticamente sofrem dos mesmos problemas, que são causados pelo acréscimo do Mundo Virtual ao Mundo Real. A verdade é que, todos nós, maduros e jovens, somos cada vez mais obrigados a ser hiper-ativos, vivendo em dois mundos.

Enquanto os mais maduros têm dificuldade em se adaptar ao Mundo Real cada vez mais virtualizado e robotizado, os mais jovens sofrem com o difícil Mundo Real (conseguir um bom emprego que exige muito sacrifício e renúncia pessoais, por exemplo) em contraste ao fácil e divertido Mundo Virtual (Orkut, YouTube, messengers, e-mails e celulares, por exemplo).

Assim, maduros e jovens sofrem. Jovens até mais que maduros. Não tanto afeta os maduros, porque estes enfrentaram um Mundo Real sem as facilidades e os benefícios da Internet. Jovens sim, porque já nasceram sob benesses de videogames e cliques no computador no mundo da Alice no País das Maravilhas. Ao sair do computador, conscientemente sentem um tremendo de um choque ao cair no chato Mundo Real. Caem do Mundo Virtual para o Mundo Real. E esse tremendo choque inconscientemente vai se acumulando, até estourar um dia – estourou na UNIBAN. E poderá acontecer em qualquer outro lugar. E com qualquer tipo de humano.

Afora essa dimensão do Mundo Real adicionado de Mundo Virtual, tem uma outra complexa dimensão social que deve ser considerada: hoje temos, além das tradicionais famílias, outros tipos de famílias que também devem ser respeitadas. Antigamente as pessoas eram praticamente obrigadas a casar, ter filhos e levar aquela vidinha tradicional de nossos pais, avôs e tataravôs. Hoje, não – cada vez mais cada um vive do jeito que achar melhor. Daí, cada vez mais presenciamos uma verdade salada russa de famílias e grupamentos sociais heterogêneos. Isso tem mexido e muito, com as mentes e os corações jovens. Conseqüências: tendência a mais muvucas.

Outra questão é a da mulher que ainda bem, se emancipou e hoje, trabalha. Porém, isso gerou algumas perguntas novas a serem respondidas. Perguntas vêm, tais como: será que os filhos serão bem educados para o difícil Mundo Real, sem a presença diuturna da mãe? Será que enquanto ela trabalha, a mãe não fará falta aos filhos, para incutir em suas mentes e seus corações os princípios de moral, ética e bons costumes? São perguntas que ficam no ar, para serem respondidas. Como diz um velho ditado, perguntar não ofende, né?

4. Está cada vez mais difícil viver bem neste nosso mundo cada vez mais complexo

Tudo está muito fácil com a Internet e as tecnologias da informação e comunicação. Ao mesmo tempo, fica mais difícil viver bem neste nosso mundo. Este é o grande paradoxo da Era Internet! E não se aprendeu a viver com paradoxos. Vamos citar um exemplo: a gratuidade.

Você já percebeu, que cada vez mais, um vídeo em DVD está de graça? Inclusive com aqueles três filmes que estão passando no cinema? Ainda não sacou que você assiste de graça um show pelo YouTube? Você ainda não imaginou, quanto dinheiro se gastou, para a realização desses shows e filmes? Talvez você mais novo não saiba, mas, outrora os mais maduros tinham de ficar em longas filas de cinema para assistir! E se pagava! A tecnologia da informação e comunicação está transformando tudo em coisa grátis – que bom, né?

Que bom, nada! De que forma empresas e indivíduos irão ganhar dinheiro, se tudo está ficando de graça? Você acha que um empresário irá investir uma nota preta, para não ter nenhum retorno? Claro, que não. Se empresário não investir, você não terá emprego.

Então, a vida não está fácil pra ninguém, nem para pobres nem para ricos. Está cada vez mais difícil rico se manter rico. E pobre ficar rico. Você sabe disso. Que fazer, então?

Só nos resta tomar uma atitude pró-ativagastando nosso tempo e nossa energia para coisas realmente importantes. Porque o mar não está pra peixe, não. Não culpemos ninguém, então.



ENTÃO, VAMOS COMEMORAR!

Sim, vamos comemorar e fazer festa! Vamos nos irmanar e confraternizar.

Sigam o exemplo do Barack Obama! Só para lembrar, Obama em 30 de julho de 2009, convidou um policial branco e um professor negro, para tomar uma cervejinha na Casa Branca, e comemorar alegremente. Ambos quase reacenderam aquela antiga questão racial entre brancos e negros em apartheid.

Obama percebeu a tempo, que todos estavam errados – inclusive ele, que se intrometeu e disse besteiras que ecoaram, pelo mundo todo. Ou então, invertendo o raciocínio, que cada um estava certo de acordo com a interpretação em um dado contexto.

O policial estava certo, porque ele prendeu um sujeito que estava tentando arrombar a porta de uma casa – logo uma vizinha acionou a polícia. Esse sujeito era o professor Henry Louis Gates Jr (e a porta que ele estava arrombando, era da casa dele!) – e por incrível que pareça, amigo de Obama. Houve uma troca de palavrões, e o professor interpretou alguns grunhidos do sargento James Crowley, como racistas. Virou manchete nacional, e depois, internacional – virou um rebu danado.

Para todo mundo sair feliz e sorrir, Obama promoveu a coisa mais barata e antiga do mundo: uma festa de confraternização, para comemorar o sucesso de todos: do policial, do professor e do próprio Obama. Do policial e do professor mais ainda, porque de repente se transformaram em celebridades!

Proponho de coração, que a vítima, os agressores, alunos, funcionários, professores e a direção da UNIBAN se conciliem e comemorem – porque afinal, tudo acabou bem, apesar dos pesares, dos apuros e dos mal-estares que todo mundo passou.

Não esqueçam de homenagear aquele professor que impôs sua autoridade, e não permitiu que alunos adentrassem a sala de aula, e fizessem a pior besteira de suas vidas – e se a tivessem consumado, todos, mas todos, estariam se lamentando hoje!

Também não esqueçam de convidar todo mundo, anunciem a festa e façam o maior auê! Façam um tremendo dum Buzz Marketing – porque valerá a pena pela paz e felicidade de todos! Será que não está na hora, de o Brasil também, dar um exemplo para o mundo?

Give peace a chance – como cantaria John Lennon, nessa festa de conciliação na UNIBAN!

Até eu cantaria I started a joke, feito Bee Gees!
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Referências Bibliográficas

DAWKINS, Richard. O Gene Egoísta. Belo Horizonte: Itatiaia, 2001.
HERMÓGENES. Autoperfeição com Hatha Yoga. Rio de Janeiro: Nova Era, 2008.
JUNG, Carl Gustav. Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. 5ª Edição. Petrópolis: Vozes, 2007.
LE BON, Gustave. Psicologia das Multidões. São Paulo: WMF, 2008.
PORTAL DA TAUROMAQUIA. Pastel Manada. Disponível em http://www.enciclopedia.com.pt/images/pastel%20manada.jpg. Acesso em 14 nov 2009.
VETORIZAR.COM. Mulher Balada. Disponível em http://www.vetorizar.com/enviados/2008/agosto/arquivos/mulherbalada.gif. Acesso em 14 nov 2009.

5 comentários:

Alessandro disse...

Olá Egoshi, gostei muito da sua discussão! É preciso refletirmos muito sobre o que a humanidade vivencia nesse nosso contexto presente.

abçao,
Alessandro

Anônimo disse...

O que é incrível é que você foi o único que eu tenha lido , que conseguiu escapar das garras do efeito manada provocado pelo episódio da garota da Uniban e analisar o fenômeno de forma mais objetiva. Parabéns Egoshi pela sua lucidez.

abraços

Maurício Domingues Ferreira

Anselmo disse...

No meu entender houve a falta de uma velha prática a de pensar, todos se esqueceram do motivo de estarem ali e partiram para o ataque, como você mesmo disse ataque das frustrações do dia. Acredito que pensar dá trabalho e por este motivo que mais e mais as pessoas perseguem meios de conseguir que o pensamento já venha pronto, todavia, este pensamento pronto nem sempre é o mais acertado. Fato é que de um modo geral todos querem embarcar em pensamentos alheios mesmo que estes não façam parte da sua vida. Oras, acho que já esta na hora de aprendermos a pensar no sentido de raciocinar logicamente, filtrando o que é bom do que é ruim para cada indivíduo. Cabe aqui um “chamamento” a esta prática tão antiga e tão esquecida nos dias de hoje.
Anselmo

Henrique disse...

Fala meu amigo Egoshi,com relação ao que foi dito, no meu ponto de vista o que faltou foi "dialógo" e falta de comunicação entre a reitoria com a aluna para evitar todo o transtorno que foi gerado pelos alunos!

A Falta da comunicação "face a face" é um fator primordial.


Grande Abraço.

Henrique Teixeira

Sebastião Luque disse...

Prezado Egoshi, é um absurdo o que aconteceu principalmente dentro de um ambiente universitário.
Traz a tona um problema grave de discriminação e o que traz de positivo talvez seja chamar a atenção para o debate e repúdio a qualquer tipo de discriminação.
O abraço! Luque