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sexta-feira, 12 de agosto de 2016


AFINAL DE CONTAS, EXISTE DIFERENÇA ENTRE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO???
Copyright @ Koiti Egoshi, 16 de Fevereiro de 2015  
Todos os Direitos Reservados – Permitida a Cópia desde que citada Esta Fonte       



A resposta é um sonoro SIM!!!

Deixem-me explicar sistematicamente.

Etimologicamente (de Etimologia – a Ciência da Origem e do Significado das Palavras) a palavra Gestão vem do latim “gestio” que significa “ato de administrar, de gerenciar”, e de uma outra palavra latina, “gerere”, que significa “levar, realizar” (ORIGEM DA PALAVRA, 2015). Segundo Kanitz (2015), “Gestão vem de Gesto, Gesticulação”. “Gestores eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador 200 anos atrás onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado” (KANITZ, 2015).

A maioria entende Gestão como sinônimo de Administração que vem do latim “ad minister” que significa “direção para subordinação” (CHIAVENATO, 1983, p. 6).

Porém, Gestão não é exatamente sinônimo de Administração. É menos. Porque Administração é mais. Mais abrangente: Administração é Ciência, Escola e Profissão – também um Conjunto de Gestões.

Gestão é menos. Menos abrangente: Gestão é mais operacional. Mais operacional, dentro da Administração que é mais abrangente. Dentro da Administração, temos os mais variados métodos, técnicas e ferramentas para administrar os mais diversos e específicos ramos de atividades humanas.

A esse conjunto de atividades reunindo métodos, técnicas e ferramentas, para administrar os mais diversos e específicos ramos de atividades humanas, atribuímos o nome de Gestão.

Exemplos de Gestão dos mais diversos e específicos ramos de atividades humanas: Gestão Comercial, Gestão Contábil-Financeira, Gestão da Informação, Gestão de Logística, Gestão de Marketing, Gestão de Projetos, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Redes de Computadores em Rede Internet, Gestão de Segurança da Informação, Gestão de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) etc. 



Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.

KANITZ, Stephen. O Verdadeiro Significado da Palavra Gestão. Disponível em <http://blog.kanitz.com.br/significado-palavra-gestao/>. Acesso em 16 fev 2015. 

ORIGEM DA PALAVRA. Gestão. Disponível em <http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/gestao/>. Acesso em 16 fev 2015.

ZEN E A ARTE DE MANUTENÇÃO DE MOTOCICLETAS
(Robert Pirsig)
Insights de Prof. Dr. Koíti Egoshi – koiti@egoshi.com.br 
Atualizado em 09/03/2016
Robert e Chris
Fonte: Punk Brega (2011)


SOBRE O LIVRO

É um romance zen e verídico do filósofo norte-americano Robert Pirsig (1928) (WIKIPÉDIA, 2011a), inspirado em obras tais como “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”, do filósofo alemão e mestre de Kyudo (arte marcial japonesa de arco e flecha) Eugen Herrigel (1884-1955) (WIKIPÉDIA, 2011b).

Escrito em 1974, retrata uma viagem de motocicleta, de Robert com seu filho Chris, durante 17 dias pelos Estados Unidos dos Anos 60 – de intenso diálogo filosófico e existencialista que o autor o caracteriza como chautauqua (segue fundamentação teórica que explica o significado desta palavra). Nessa longa viagem, dialogam entre si pai e filho, sobre filosofia de vida – trocando idéias sobre definições, conceitos e teorias de qualidade.

Corroborando com que observa Pirsig, hoje bem mais do que na época em que ele escreveu o livro, pessoas estão carentes de diálogos francos face a face. Porque cada vez mais, pessoas estão sendo direcionadas por audiovisuais subliminares de interesse de anunciantes, para venderem seus produtos e ganharem muito dinheiro. E esses audiovisuais subliminares promovem mais prazeres mundanos e hedonistas, movidos pelas emoções desenfreadas do coração, sem uma efetiva harmonia com a mente sob a égide da consciência (entenda “sob a égide da consciência” como “sob o guarda-chuva da consciência”).


FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS
(Fundamentações Teóricas são Conhecimentos Úteis extraídos de uma obra, para fundamentar um trabalho científico).
(As palavras de Pirsig estão entre aspas negritadas (“”) e as interpretadas pelo Egoshi, em verde negritado)

Andamos sempre correndo tanto que não temos muitas oportunidades para conversar. Daí aquela eterna superficialidade do cotidiano”. P. 15.

Você já reparou que até casais em sua grande maioria, só vivem superficialidades no dia a dia? Não dialogam sobre coisas mais sérias e importantes de suas vidas – ao contrário, preferem festejar, passear e viajar juntos, para esquecer-se de problemas e “aproveitar a vida”. Assistem juntos, comem juntos, dormem juntos, fazem amor um ao outro – e acham que está tudo bem. Mas não está. Quando perceberem, é tarde demais. No mínimo, a vida ficou sem graça – porque o tempo passou e viveram toda uma vida de superficialidades, sem trocar e curtir ideias e coisas que realmente valem a pena.

As chautauquas eram séries de palestras populares, muito em voga no século passado e em princípios deste século, que visavam edificar, divertir, aprimorar o raciocínio e fornecer cultura e informação ao espectador. Com o advento do rádio, do cinema e da televisão, que são meios de comunicação mais rápidos, as chautauquas foram extintas; só que, a meu ver, a troca não foi muito vantajosa”. P. 15.

Quem é que vai ao trabalho sorrindo na segunda-feira?”. P. 16.

As leis da natureza foram inventadas pelos homens, assim como os fantasmas. As leis da lógica e da matemática também foram inventadas pelos homens, assim como os fantasmas. Tudo o que existe foi inventado pelos homens, inclusive a idéia de que não foi”. P. 40.

Tanto a “natureza” quanto as “leis da natureza” são frutos de nossa imaginação”. P. 126.

Entre a natureza e a compreensão que um ser tem sobre toda essa natureza, há um filtro – que é todo o seu sensorial. E nesse sensorial, o humano incutiu toda a Ciência – que é mais filtro ainda. A Ciência é como um quadrado cheio de regras, para onde cientistas costumam encaixar toda a natureza. P. 127.

A lógica do humano discrimina entre o sujeito e o objeto de algo (Pirsig critica essa separação). P. 138.

Etimologia da palavra qualidade”. P. 183.

Não era subjetiva, nem objetiva”. P. 225.

Subjetividade e objetividade advêm de uma mera categorização e classificação taxonômica (Taxonômica refere-se à Taxonomia que é a Ciência da Organização do Conhecimento).

Qualidade é a mãe, a origem de todos os sujeitos e objetos”. P. 235.

Quem percebe mais facilmente a Qualidade são as crianças, as pessoas humildes e “sem instrução”, porque não têm nenhuma predisposição a adquirir cultura intelectual, e nem qualquer prática de formalização que incuta neles tal cultura de forma mais profunda”. P. 236.

As pessoas enxergam a Qualidade de modos diferentes porque a abordam segundo conjuntos diferentes de correspondências”. P. 238.

As pessoas têm opiniões diferentes sobre a Qualidade, não porque a Qualidade seja diferente, mas porque as pessoas trazem bagagens existenciais diferentes”. P. 238.

A Qualidade é a reação de um organismo ao seu ambiente”. P. 239.

 “A Qualidade é o estímulo constante que nos é imposto pelo meio ambiente para que criemos todo o mundo em que vivemos, nos mínimos detalhes”. P. 239.

A criatividade, originalidade, inventividade, intuição, imaginação – em outras palavras, o “desempacamento” – estão completamente fora da alçada do método científico”. P, 267.

Nosso universo intelectual comum entrou num processo de fuga, de rejeição do mundo romântico e irracional do homem pré-histórico. Desde antes de Sócrates foi necessário rejeitar as paixões, as emoções, para libertar o raciocínio, com o objetivo de compreender a ordem da natureza, ante o momento desconhecido. Agora é tempo de aprofundar o conhecimento sobre a ordem natural, através da recuperação daquelas paixões, originalmente rejeitadas. As paixões, as emoções, e o universo afetivo da consciência humana também fazem parte da ordem natural. Aliás, são o cerne dessa ordem”. P. 280.

A paz do espírito não está na superfície do trabalho técnico. A paz do espírito é tudo”. P. 280.

Eu disse paz interior”. “Essa paz implica numa entrega que produz uma identificação total com as circunstâncias do momento, e existem vários níveis de identificação, vários níveis de paz, tão profundos e difíceis de alcançar quanto mais familiares são os níveis de atividade”. P. 281.

Acredito que, quando esta idéia de paz de espírito for introduzida e transformada no componente central do trabalho técnico, poderá ocorrer a fusão da qualidade romântica com a clássica num nível básico, dentro de um contexto prático de trabalho”. P. 282.

Nós realmente precisamos reviver a integridade individual, a autoconfiança e o velho brio”. P. 340.

Um trecho de Thoreau: “Nunca se ganha nada sem perder alguma coisa””. P. 357.


INSIGHTS DO EGOSHI SOBRE CIÊNCIA E REALIDADE APÓS ESTUDAR O LIVRO
(Insight é algo útil que advém à nossa mente – após leitura, por exemplo)

Ciência é invenção humana que crê na existência de leis da natureza.
Qualidade também.

A Filosofia inventou a Ciência que inventou a Tecnologia e a Qualidade.

Universo é ilimitado, explicado dentro da invenção humana que é limitada.
Qualidade também.

Normas são cheias de frescuras e hipocrisias.
Porém,
normas definem a qualidade objetiva de produtos que empresas criam e vendem aos consumidores 
movidos tanto pela emoção (gosto) quanto pela razão (utilidade).

Realidade é só Aqui e Agora efêmera. 
Qualidade também.

A Lógica da separação entre sujeito e objeto limita a percepção da realidade.
A realidade é além dessa separação.
Devemos perceber a Qualidade também além do sujeito e do objeto.

Pirsig crítica o ensino tradicional.
Porém,
o ensino tradicional não deve ser descartado porque é simplificado e sintetizado;
o humano comum dos mortais só tem capacidade de entender de forma simplificada aos poucos 
ao longo de sua vida.
Daí, o ensino tradicional deve ser complementado com outros conhecimentos.
O ensino tradicional, que é objetivo, deve ser complementado,
não só com outros conhecimentos informais,
como também pela pura subjetividade ausente de objetividade.
Também o conceito de Qualidade. 



 Referências Bibliográficas

PIRSIG, Robert. Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991, 388 p. Disponível em <https://pedropeixotoferreira.files.wordpress.com/2014/03/robert-pirsig-zen-e-a-arte-da-manutenc3a7c3a3o-de-motocicletas.pdf>. Acesso em 13 nov 2015.

PUNK BREGA. Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas. Acesso em 09 nov 2011. Disponível em <www.punkbrega.com.br/2009/06/zen-e-a-arte-da-manutencao-de-motocicletas-uma-investigacao-sobre-valores-robert-m-pirsig/>.

WIKIPEDIA. Eugen Hurrigel. Disponível em <http://en.wikipedia.org/wiki/Eugen_Herrigel>. Acesso em 09 nov 2011b.


WIKIPÉDIA. Robert M. Pirsig. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_M._Pirsig >. Acesso em 09 nov 2011a.