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O Maravilhoso, Fascinante e Fantástico Mundo do Egoshi

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

STAKEHOLDER
Prof. Dr. Koiti Egoshi
Copyright @ Koiti Egoshi, 19 de outubro de 2008; 26 de Setembro de 2015
Todos os Direitos Reservados – Permitida a Cópia desde que citada esta fonte


Stakeholder é Parte Interessada.

Stakeholder é qualquer agente que está relacionado com uma empresa. Esse agente pode ser tanto uma organização social quanto um indivíduo que pode influenciar uma empresa e ser influenciado pela mesma.

Serra e Outros (2003, p. 18) definem stakeholder como “todos os agentes ou grupos que contribuem para o desempenho da organização ou que são de algum modo, afetados por ela. Por exemplo, funcionários de todos os níveis, acionistas, clientes, comunidade, governos federal, estadual e municipal”. Já Wright, Kroll e Parnell (2000, p. 80) simplesmente definem stakeholder como “individuo ou grupo que é afetado pelas operações de uma empresa ou pode influenciá-las”.

Essa palavra foi inventada por R. Edward Freeman (1951) na década de 1980, no seu livro Strategic Management: A Stakeholder Approach publicado em 1984. Freeman é filósofo norte-americano e professor de Administração na Darden School de University of Virginia. Formou-se em Artes em 1973 na Duke University, e doutorou-se na Washington University em 1978.    

Freeman inventou essa palavra genérica que era necessária, na ausência de outra. Deve ter se inspirado na palavra shareholder, que significa acionista. Ele necessitou de uma palavra comum, que substituísse uma longa lista dos mais diversos agentes, para os quais se deve de estabelecer estratégias diferenciadas. Esses mais diversos agentes são: acionistas, investidores, administradores, funcionários, fornecedores, clientes, consumidores, parceiros, concorrentes, associações, sindicatos, governos, ONGs e vizinhanças em torno das empresas, dentre outros.

Stakeholder é todo e qualquer agente comum envolvido com uma Empresa. Na realidade do mundo de negócios, são as mais diversas Partes Interessadas (Stakeholders) sobre uma Empresa – muito além de seus donos ou acionistas.

Uma empresa a partir do momento em que é reconhecida no mundo como uma pessoa jurídica, ela passa a ser de interesse geral, comprometendo-se perante a sociedade – isto é, passa a ter Responsabilidade Social com os demais stakeholders, muito além de seus donos ou acionistas.

Objetivando atender a interesses dessas Partes Interessadas, muito além de seus donos ou acionistas, é que já em 1976 foi instituída a Lei 6.404 ou Lei das Sociedades Anônimas (PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, 2015a).    Também para esse mesmo objetivo, temos vigente hoje a Lei 11.101 de 9 de Fevereiro de 2005 que “regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária” (PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, 2015b).  



Referências Bibliográficas

FREEMAN, R. Edward. Strategic Management: A Stakeholder Approach. Boston: Pitman, 1984, 276 p. Disponível em <http://www.getcited.org/pub/102292257>. Acesso em 26 set 2015.
FREEMAN, R. Edward and PHILLIPS, Robert. Stakeholder Teory and Organizational Ethics. Berkeley: Publishers Group West, 2003, 216 p.
SERRA, Fernando; TORRES, Maria Candida S e TORRES, Alexandre Pavan. Administração Estratégica: Conceitos, Roteiro Prático e Casos. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, 2003, 178 p.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Lei Nº 6.404 de 15 de Dezembro de 1976. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em 26 set 2015a.
WIKIPEDIA. Stakeholder. Disponível em <http://en.wikipedia.org/wiki/Stakeholder_theory>. Acesso em 19 out 2008.  
WIKIPEDIA. R. Edward Freeman. Disponível em <http://en.wikipedia.org/wiki/R._Edward_Freeman>. Acesso em 19 out 2008. 

WRIGHT, Peter; KROLL, Mark J e PARNELL, John. Administração Estratégica: Conceitos. São Paulo: Atlas, 2000, 433 p.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016


AFINAL DE CONTAS, EXISTE DIFERENÇA ENTRE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO???
Copyright @ Koiti Egoshi, 16 de Fevereiro de 2015  
Todos os Direitos Reservados – Permitida a Cópia desde que citada Esta Fonte       



A resposta é um sonoro SIM!!!

Deixem-me explicar sistematicamente.

Etimologicamente (de Etimologia – a Ciência da Origem e do Significado das Palavras) a palavra Gestão vem do latim “gestio” que significa “ato de administrar, de gerenciar”, e de uma outra palavra latina, “gerere”, que significa “levar, realizar” (ORIGEM DA PALAVRA, 2015). Segundo Kanitz (2015), “Gestão vem de Gesto, Gesticulação”. “Gestores eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador 200 anos atrás onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado” (KANITZ, 2015).

A maioria entende Gestão como sinônimo de Administração que vem do latim “ad minister” que significa “direção para subordinação” (CHIAVENATO, 1983, p. 6).

Porém, Gestão não é exatamente sinônimo de Administração. É menos. Porque Administração é mais. Mais abrangente: Administração é Ciência, Escola e Profissão – também um Conjunto de Gestões.

Gestão é menos. Menos abrangente: Gestão é mais operacional. Mais operacional, dentro da Administração que é mais abrangente. Dentro da Administração, temos os mais variados métodos, técnicas e ferramentas para administrar os mais diversos e específicos ramos de atividades humanas.

A esse conjunto de atividades reunindo métodos, técnicas e ferramentas, para administrar os mais diversos e específicos ramos de atividades humanas, atribuímos o nome de Gestão.

Exemplos de Gestão dos mais diversos e específicos ramos de atividades humanas: Gestão Comercial, Gestão Contábil-Financeira, Gestão da Informação, Gestão de Logística, Gestão de Marketing, Gestão de Projetos, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Redes de Computadores em Rede Internet, Gestão de Segurança da Informação, Gestão de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) etc. 



Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.

KANITZ, Stephen. O Verdadeiro Significado da Palavra Gestão. Disponível em <http://blog.kanitz.com.br/significado-palavra-gestao/>. Acesso em 16 fev 2015. 

ORIGEM DA PALAVRA. Gestão. Disponível em <http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/gestao/>. Acesso em 16 fev 2015.

ZEN E A ARTE DE MANUTENÇÃO DE MOTOCICLETAS
(Robert Pirsig)
Insights de Prof. Dr. Koíti Egoshi – koiti@egoshi.com.br 
Atualizado em 09/03/2016
Robert e Chris
Fonte: Punk Brega (2011)


SOBRE O LIVRO

É um romance zen e verídico do filósofo norte-americano Robert Pirsig (1928) (WIKIPÉDIA, 2011a), inspirado em obras tais como “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”, do filósofo alemão e mestre de Kyudo (arte marcial japonesa de arco e flecha) Eugen Herrigel (1884-1955) (WIKIPÉDIA, 2011b).

Escrito em 1974, retrata uma viagem de motocicleta, de Robert com seu filho Chris, durante 17 dias pelos Estados Unidos dos Anos 60 – de intenso diálogo filosófico e existencialista que o autor o caracteriza como chautauqua (segue fundamentação teórica que explica o significado desta palavra). Nessa longa viagem, dialogam entre si pai e filho, sobre filosofia de vida – trocando idéias sobre definições, conceitos e teorias de qualidade.

Corroborando com que observa Pirsig, hoje bem mais do que na época em que ele escreveu o livro, pessoas estão carentes de diálogos francos face a face. Porque cada vez mais, pessoas estão sendo direcionadas por audiovisuais subliminares de interesse de anunciantes, para venderem seus produtos e ganharem muito dinheiro. E esses audiovisuais subliminares promovem mais prazeres mundanos e hedonistas, movidos pelas emoções desenfreadas do coração, sem uma efetiva harmonia com a mente sob a égide da consciência (entenda “sob a égide da consciência” como “sob o guarda-chuva da consciência”).


FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS
(Fundamentações Teóricas são Conhecimentos Úteis extraídos de uma obra, para fundamentar um trabalho científico).
(As palavras de Pirsig estão entre aspas negritadas (“”) e as interpretadas pelo Egoshi, em verde negritado)

Andamos sempre correndo tanto que não temos muitas oportunidades para conversar. Daí aquela eterna superficialidade do cotidiano”. P. 15.

Você já reparou que até casais em sua grande maioria, só vivem superficialidades no dia a dia? Não dialogam sobre coisas mais sérias e importantes de suas vidas – ao contrário, preferem festejar, passear e viajar juntos, para esquecer-se de problemas e “aproveitar a vida”. Assistem juntos, comem juntos, dormem juntos, fazem amor um ao outro – e acham que está tudo bem. Mas não está. Quando perceberem, é tarde demais. No mínimo, a vida ficou sem graça – porque o tempo passou e viveram toda uma vida de superficialidades, sem trocar e curtir ideias e coisas que realmente valem a pena.

As chautauquas eram séries de palestras populares, muito em voga no século passado e em princípios deste século, que visavam edificar, divertir, aprimorar o raciocínio e fornecer cultura e informação ao espectador. Com o advento do rádio, do cinema e da televisão, que são meios de comunicação mais rápidos, as chautauquas foram extintas; só que, a meu ver, a troca não foi muito vantajosa”. P. 15.

Quem é que vai ao trabalho sorrindo na segunda-feira?”. P. 16.

As leis da natureza foram inventadas pelos homens, assim como os fantasmas. As leis da lógica e da matemática também foram inventadas pelos homens, assim como os fantasmas. Tudo o que existe foi inventado pelos homens, inclusive a idéia de que não foi”. P. 40.

Tanto a “natureza” quanto as “leis da natureza” são frutos de nossa imaginação”. P. 126.

Entre a natureza e a compreensão que um ser tem sobre toda essa natureza, há um filtro – que é todo o seu sensorial. E nesse sensorial, o humano incutiu toda a Ciência – que é mais filtro ainda. A Ciência é como um quadrado cheio de regras, para onde cientistas costumam encaixar toda a natureza. P. 127.

A lógica do humano discrimina entre o sujeito e o objeto de algo (Pirsig critica essa separação). P. 138.

Etimologia da palavra qualidade”. P. 183.

Não era subjetiva, nem objetiva”. P. 225.

Subjetividade e objetividade advêm de uma mera categorização e classificação taxonômica (Taxonômica refere-se à Taxonomia que é a Ciência da Organização do Conhecimento).

Qualidade é a mãe, a origem de todos os sujeitos e objetos”. P. 235.

Quem percebe mais facilmente a Qualidade são as crianças, as pessoas humildes e “sem instrução”, porque não têm nenhuma predisposição a adquirir cultura intelectual, e nem qualquer prática de formalização que incuta neles tal cultura de forma mais profunda”. P. 236.

As pessoas enxergam a Qualidade de modos diferentes porque a abordam segundo conjuntos diferentes de correspondências”. P. 238.

As pessoas têm opiniões diferentes sobre a Qualidade, não porque a Qualidade seja diferente, mas porque as pessoas trazem bagagens existenciais diferentes”. P. 238.

A Qualidade é a reação de um organismo ao seu ambiente”. P. 239.

 “A Qualidade é o estímulo constante que nos é imposto pelo meio ambiente para que criemos todo o mundo em que vivemos, nos mínimos detalhes”. P. 239.

A criatividade, originalidade, inventividade, intuição, imaginação – em outras palavras, o “desempacamento” – estão completamente fora da alçada do método científico”. P, 267.

Nosso universo intelectual comum entrou num processo de fuga, de rejeição do mundo romântico e irracional do homem pré-histórico. Desde antes de Sócrates foi necessário rejeitar as paixões, as emoções, para libertar o raciocínio, com o objetivo de compreender a ordem da natureza, ante o momento desconhecido. Agora é tempo de aprofundar o conhecimento sobre a ordem natural, através da recuperação daquelas paixões, originalmente rejeitadas. As paixões, as emoções, e o universo afetivo da consciência humana também fazem parte da ordem natural. Aliás, são o cerne dessa ordem”. P. 280.

A paz do espírito não está na superfície do trabalho técnico. A paz do espírito é tudo”. P. 280.

Eu disse paz interior”. “Essa paz implica numa entrega que produz uma identificação total com as circunstâncias do momento, e existem vários níveis de identificação, vários níveis de paz, tão profundos e difíceis de alcançar quanto mais familiares são os níveis de atividade”. P. 281.

Acredito que, quando esta idéia de paz de espírito for introduzida e transformada no componente central do trabalho técnico, poderá ocorrer a fusão da qualidade romântica com a clássica num nível básico, dentro de um contexto prático de trabalho”. P. 282.

Nós realmente precisamos reviver a integridade individual, a autoconfiança e o velho brio”. P. 340.

Um trecho de Thoreau: “Nunca se ganha nada sem perder alguma coisa””. P. 357.


INSIGHTS DO EGOSHI SOBRE CIÊNCIA E REALIDADE APÓS ESTUDAR O LIVRO
(Insight é algo útil que advém à nossa mente – após leitura, por exemplo)

Ciência é invenção humana que crê na existência de leis da natureza.
Qualidade também.

A Filosofia inventou a Ciência que inventou a Tecnologia e a Qualidade.

Universo é ilimitado, explicado dentro da invenção humana que é limitada.
Qualidade também.

Normas são cheias de frescuras e hipocrisias.
Porém,
normas definem a qualidade objetiva de produtos que empresas criam e vendem aos consumidores 
movidos tanto pela emoção (gosto) quanto pela razão (utilidade).

Realidade é só Aqui e Agora efêmera. 
Qualidade também.

A Lógica da separação entre sujeito e objeto limita a percepção da realidade.
A realidade é além dessa separação.
Devemos perceber a Qualidade também além do sujeito e do objeto.

Pirsig crítica o ensino tradicional.
Porém,
o ensino tradicional não deve ser descartado porque é simplificado e sintetizado;
o humano comum dos mortais só tem capacidade de entender de forma simplificada aos poucos 
ao longo de sua vida.
Daí, o ensino tradicional deve ser complementado com outros conhecimentos.
O ensino tradicional, que é objetivo, deve ser complementado,
não só com outros conhecimentos informais,
como também pela pura subjetividade ausente de objetividade.
Também o conceito de Qualidade. 



 Referências Bibliográficas

PIRSIG, Robert. Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991, 388 p. Disponível em <https://pedropeixotoferreira.files.wordpress.com/2014/03/robert-pirsig-zen-e-a-arte-da-manutenc3a7c3a3o-de-motocicletas.pdf>. Acesso em 13 nov 2015.

PUNK BREGA. Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas. Acesso em 09 nov 2011. Disponível em <www.punkbrega.com.br/2009/06/zen-e-a-arte-da-manutencao-de-motocicletas-uma-investigacao-sobre-valores-robert-m-pirsig/>.

WIKIPEDIA. Eugen Hurrigel. Disponível em <http://en.wikipedia.org/wiki/Eugen_Herrigel>. Acesso em 09 nov 2011b.


WIKIPÉDIA. Robert M. Pirsig. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_M._Pirsig >. Acesso em 09 nov 2011a.

sábado, 28 de maio de 2016



PIRÂMIDE DE NECESSIDADES HUMANAS DE MASLOW

Copyright @ Koiti Egoshi, 28 de Maio de 2016

Todos os Direitos Reservados – Permitida a Cópia desde que Citada Esta Fonte



O ser humano é movido por necessidades a serem satisfeitas ao longo de sua vida – desde seus momentos iniciais de vida, até sua morte.

No início de sua vida tem mais necessidades de sobreviver. Na medida em que essas necessidades de sobreviver são satisfeitas, ao longo de sua vida, tem cada vez mais necessidades de progredir.

As Necessidades de Sobreviver são: Fisiológicas e de Segurança.

As Necessidades de Progredir são: Sociais e de Status-Estima.

Necessidade de Autorrealização é uma Necessidade à Parte.

Pirâmide de Necessidades Humanas de Maslow
Fonte: Lucidarium Blog (2016)

Necessidades Fisiológicas: são aquelas instintivas que o humano sente necessidade para sobreviver e preservar a sua espécie. Para sobreviver necessita comer comida, beber água, descansar e dormir. Para preservar a sua espécie necessita fazer amor e sexo.

Necessidades de Segurança: são aquelas de defesa do seu corpo contra agentes externos que podem por em risco sua vida física, como também em prol de um bem-estar psicológico. Sua vida física tem que estar em um abrigo e protegida contra intempéries, vicissitudes e acidentes que podem machucá-lo e até matá-lo. Para seu bem-estar psicológico, procura estabilidade no emprego e na renda, até para satisfazer suas necessidades fisiológicas.     

Necessidades Sociais: são aquelas de estar junto aos outros e fazer parte de grupos sociais (e redes sociais como Facebook), para compartilhar sentimentos e emoções, informações e interesses. Para tanto, o humano busca satisfação em casa, no trabalho, na escola e no lazer, como também se associa a grupos de interesse por aí afora.   

Necessidades de Status-Estima: são aquelas de ser alguém na vida e ser reconhecido como tal na sociedade. De formas mais diversas o humano busca esse estado de progresso: ganhar muito dinheiro para ficar rico e comprar carrões e mansões; estudar bastante e ser um doutor em alguma coisa; ser artista e ficar famoso etc.

Necessidades de Autorrealização: são aquelas de se realizar a si próprio, vencendo seus próprios desafios, e concretizando seus ideais. Ideais que variam desde pequenas e simples coisas até megaprojetos profissionais e empresariais. Alguns exemplos: escrever websites e livros para expor suas ideias; desenvolver novos métodos de trabalho e ensino-aprendizagem; desenvolver novas tecnologias; atingir o pico do monte Everest; dar a volta ao mundo andando a pé.

Foi Abraham Maslow (1908-1970) (WIKIPÉDIA, 2016), doutor em Psicologia pela Universidade de Wisconsin nos Estados Unidos, quem teorizou e desenvolveu nos Anos 1940 uma taxonomia que aqui denomino “Pirâmide de Necessidades Humanas de Maslow”.  Nos Anos 60, Maslow começou a relacionar essa sua obra com a Administração de Negócios, “após entrar em contato com a obra de Peter Drucker e Douglas McGregor” (PSICOLOGADO, 2016).

Segundo Maslow, as quatro primeiras necessidades (Fisiológicas, de Segurança, Sociais e Status-Estima) são “D-Needs (Deficit Needs)” (apud MURARA, 2016) – isto é, movidas pela carência de algumas coisas dos respectivos níveis, que deve ser satisfeita. Para técnicos e gestores de pessoas e profissionais de relações humanas em geral direcionadas para soluções de problemas humanos, é importante entender essa carência como motivadora a uma pessoa que busca satisfação de uma necessidade. Assim se evidenciando, uma pessoa ao longo de sua vida, tende a evoluir tendo necessidades de suprir carência de baixo para cima – do nível fisiológico ao de status-estima.

Chegando ao nível de status-estima, praticamente todas as necessidades estão satisfeitas. E assim sendo, segundo Maslow, o humano que atingir esse elevado nível, o de status-estima, poderá ascender a outro patamar de necessidade: ao “B-Needs (Being Needs, ou Necessidades de Ser)” (apud MURARA, 2016) – que não é pela carência de alguma coisa e sim, ser motivado para Autorrealização – para satisfazer-se a si próprio realizando algo mais em sua vida.

Para Maslow (apud PSICOLOGIA E FILOSOFIA, 2016), pessoas motivadas para Autorrealização, têm um perfil próprio bem diferenciado de outros humanos, apresentando algumas das seguintes características positivas:

1º. São ““centradas na realidade" (reality-centered)”– isto é, distinguem o real do irreal, do verdadeiro do falso, do factível do infactível;

2º.  São ““centradas em problemas" (problem-centered)” – isto é, tratam dificuldades da vida como problemas que simplesmente necessitam serem resolvidos, sem stress nem frustrações;

3º. Entendem que não necessariamente fins justificam meios – também entendem que meios podem ser fins em si mesmos e que a jornada e o caminho (meios) podem ser tão interessantes quanto os objetivos a serem conquistados (fins);

4º. Apreciam a solidão e também relacionamentos pessoais mais profundos com alguns amigos, ao invés de relações superficiais com várias pessoas;

5º. Apreciam a autonomia e independência em relação às pessoas e coisas;

6º. Não são presos aos padrões, tradições e convenções sociais; são até “outsiders” e rebeldes no sentido de não seguirem o modo de vida da maioria; inclusive, têm forte senso ético e espiritual sem estarem ligados às religiões convencionais;

7º. Aceitam outros e a si mesmos do jeito que são, e são mais propensos a falar de ideias que de pessoas;     

8º. São mais simples, humildes e espontâneos;

9º. São criativosimaginativos e aplicadores de conhecimentos;

10º. Sentem-se em união com o todo.



Referências Bibliográficas

LUCIDARIUM BLOG. Pirâmide de Necessidades Humanas de Maslow. Disponível em <https://lucidarium.com.br/2014/11/14/enxergando-as-necessidades-das-empresas-pela-visao-da-piramide-hierarquica-de-abraham-maslow/>. Acesso em 26 mai 2016.

MURARA, Marco Antonio. Abraham Harold Maslow. Disponível em <https://professormurara.files.wordpress.com/2008/07/maslow.doc>. Acesso em 25 mai 2016.

PSICOLOGADO. Abraham Maslow – Biografia. Disponível em <https://psicologado.com/abordagens/humanismo/abraham-maslow-biografia>. Acesso em 26 mai 2016.

PSICOLOGIA E FILOSOFIA. Abraham Harold Maslow e a Psicologia da Auto-Realização.  Disponível em <http://an.locaweb.com.br/Webindependente/Psicologia/psicologoselinhas/AbrahamHaroldMaslowPsicologiadaAutoRealizacao.htm>. Acesso em 26 mai 2016.

WIKIPÉDIA. Abraham Maslow. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Maslow>. Acesso em 25 mai 2016.




sábado, 2 de abril de 2016

O QUE SÃO VALORES HUMANOS
Copyright @ Koiti Egoshi, 2 de Abril de 2016
Todos os Direitos Reservados – Permitida a Cópia desde que citada Esta Fonte
Prof. Dr. Koiti Egoshi


Valor Humano
é uma COISA que o comum dos Homo Sapiens  
considera como IMPORTANTE  
no viver neste mundo de coisas e seres vivos.

O Homo Sapiens ao mesmo tempo que pensa e raciocina,
também sente e se emociona.

O Cérebro do  Lado Esquerdo, chamado Mente,
 pensa e raciocina,
ao mesmo tempo que controla o Lado Direito do Corpo Humano.

O Cérebro do Lado Direito, chamado Coração, sente e se emociona,
ao mesmo tempo que controla o Lado Esquerdo do Corpo Humano,
inclusive o próprio coração.

Temos então, dois tipos de ValoreHumanos:
Os Valores Humanos da Mente e Os Valores Humanos do Coração.



Os Valores Humanos da Mente são chamados 
Valores Objetivos.

 Os Valores Humanos do Coração são chamados 
Valores Subjetivos.

Ambos tipos de valores compõem uma Mescla que denominamos 
Valores Humanos


Mescla de Valores Humanos
VALORES SUBJETIVOS + VALORES OBJETIVOS
      Tudo que dá prazer e satisfaz               Tudo que pode ser usado e é útil
    (atende ao coração)                                      (atende à mente)


Além desses Valores Subjetivos de um lado, 
e Valores Objetivos de outro lado,
temos também 
Valores ao Mesmo Tempo Objetivos e Subjetivos.

Na realidade mais real deste nosso mundo,
Valores Subjetivos carregam também 
um mínimo de Valores Objetivos
e

Valores Objetivos carregam também 
um mínimo de Valores Subjetivos.


Assim sendo, deveremos doravante entender:

Valores Subjetivos como Valores Mais Subjetivos que Objetivos

Valores Objetivos como Valores Mais Objetivos que Subjetivos.

   
Parafraseando Einstein,  afirmo que tudo é relativo, 
principalmente
Valores Humanos.


VALOR SUBJETIVO
(Coração Emocional e Sentimental)

+SER
(Emoção / Sentimento)
controlado pelos Neurônios e Sinapses do Lado Direito do Cérebro.


VALOR OBJETIVO
(Mente Calculista e Racional)

+TER
(Razão  / Lógica)
controlado pelos Neurônios e Sinapses do Lado Esquerdo do  Cérebro.


VALORES OBJETIVOS
(Coisas Concretas, Comparáveis e Quantificáveis)
Razão / Lógica
Filosofia
Ciência / Conhecimento
Tecnologia
Padrão
Estética
Peso
Precisão
Exatidão
Resistência
Instituição / Convenção / Lei  / Regulamento / Norma
  Autenticidade
Biodegradabilidade
Capacidade (de Armazenamento e Processamento)
Conectividade
Confidencialidade
Deformabilidade
Descartabilidade
Disponibilidade
Durabilidade
Facilidade / Dificuldade
Impermeabilidade
Integridade
Mobilidade
Modularidade
Objetividade
Perecibilidade
Portabilidade
Praticidade
Produtividade
Utilidade 


VALORES SUBJETIVOS 
(Coisas Abstratas Inquantificáveis)
 Emoção Sentimento 
Gosto / Preferência
Beleza
Moral
Ética
Filosofia de Vida
Ideologia
Crença
Superstição
Religião


 SUBJETIVOS-OBJETIVOS
(Ao mesmo tempo Subjetivos e Objetivos)
Qualidade
Arte em Geral
Música de Gente
Desenho / Pintura
Escultura
Folclore
Costume / Tradição